segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Capitulo III- o choque

Fui dar uma volta na esperança que Edmundo me lesse os pensamentos e viesse ter comigo, mas sabia que isso era impossível, ele não me lia os pensamentos. Passei pela floresta mas não entrei. A minha mente sabia exactamente o sitio onde queria estar, em casa da Mafalda, ela era a única que me compreendia. Cheguei a sua casa fui recebida por um cãozinho de pelo castanho claro, muito fofinho e simpático. Enquanto fazia festinhas no cãozinho vi uns ténis brancos, rosas e pretos, fui olhando para cima e era a Mafalda.
- olá Mafalda, eu estava só a… -interrompendo-me disse:
- Olá, tudo bem não faz mal e já agora é o fofinho!
- É não é, eu também achei! É teu?
- Não o nome do cão é fofinho e sim é meu!
- A ok – Pondo esta situação fiquei muito envergonhada e um pouco vermelha talvez!
- Então o que se passa? Porque vieste cá? Entra!
Eu entrei, ao passar a porta via-se um all que dava para a sala, a sala tinha dois sofás castanhos virados para um grande armário castanho um LCD preto e ao lado do sofá grande estava um recuperador de calor, as paredes eram brancas e no tecto havia um candeeiro lindíssimo, subimos as escadas, que se encontravam perto da sala. No andar de cima havia uma casa de banho, três quartos e uma sala de estar, fomos para o quarto da Mafalda, era grande, tinha paredes roxas e uma cama de casal com uma colcha a condizer, sentamo-nos na cama dela e começamos a falar.
Eu naquele dia descarregara tudo o que acumulado já á muito tempo.
Ela deu-me vários conselhos até que um me chamou a atenção:
- Segue o que o teu coração te diz, mas não interpretes as coisas como uma tragédia, porque depois as pessoas não têm a certeza se te contam as coisas ou não.
Não sabia onde ela queria chegar e isso fez-me pensar muito.
Estava na atura de voltar para casa, por um lado não queria muito ir, mas por outro estava preocupada com o meu pai, será que teria sido demasiado bruta com ele, ia muito concentrada nos meus pensamentos quando vi Edmundo a vir ma minha direcção, chegou perto de mim deu-me um beijo e disse:
- Então está tudo bem?
- Mais ou menos, o ambiente lá em casa está horrível e descobri uma coisa chocante!
- Posso saber o que foi?
 - Sim, eu descobri que não só a minha mãe está viva como também é um lobo! Dá para acreditar?
- O quê? A tua mãe é um lobo? Não pode ser!
- O que foi? Eu também aceitei o facto de tu seres um vampiro!
- Não tem nada a ver com a tua mãe… Tem a ver connosco!
- Porquê o que se passa?
- È uma longa história. Os lobos nunca se deram bem com os vampiros – e começou a contar a história acerca daquele assunto.
Não percebi quase nada da história, apenas consegui entender o básico, os lobos não se davam bem com os vampiros logo dividiram território.
- Sim mas ainda não percebi que é que tem esse assunto a ver connosco. – disse eu um pouco á nora.
- Tu podes vir a ser um lobo…
- Então se eu for um lobo isso quer dizer que não te posso voltar a ver nunca mais?
- Exacto.
- Mas não há nenhuma maneira para impedir isso?
- Tecnicamente não, só se…
- Só se o quê?
- Só se tu tiveres irmãos mais velhos…
- Não estou a perceber!
- Se tu tiveres irmãos mais velhos, filhos da tua mãe, eles podem ilibar-te de ficares com os poderes. Tendo a tua mãe dois filhos os poderes passaram para o filho mais velho.
- Pois… mas infelizmente não tenho… Não há mesmo mais nenhuma maneira?
- Não…
Dizendo estas palavras abraçou-me e levou-me a casa. Chegamos lá muito depressa, devido a rapidez do seu AUDI R8.
Por mais que me custasse tinha de me despedir dele, talvez para sempre…
Esperei um pouco antes de entrar em casa e respirei fundo, entrei e não estava ninguém em casa.
- Eu não acredito, mal uma pessoa sai de casa aproveitam logo para ir passear.
Dirigi-me á cozinha para começar a fazer o jantar, não sabia muito de culinária mas se não o fizesse a Sílvia ralhava comigo por eu não ter feito o que ela mandara.
O jantar era bifes com batatas fritas, tinha acabado de fazer a minha obra de arte quando ouvi um barulho de uma chave na porta era Sílvia, que assim que entrou em casa com a Mariana no ovinho, disse:
-ummm! Que cheirinho!
- Provavelmente cheira melhor do que sabe! – Disse eu.
-Espero bem que não!
Perguntei á Sílvia se sabia do Luís, mas ela apenas respondeu:
-Não sei, estou á horas a tentar ligar-lhe há horas mas ele não atende nem liga de volta. Já não sei o que fazer, são quase horas de jantar e ele não aparece! Começo a ficar muitíssimo preocupada.
Nesse momento fiquei com o coração aos pulos, a Sílvia não soubera da minha conversa com ele por isso não lhe podia contar o medo que tinha de ele ter ido falar com a minha mãe! Na verdade não era bem medo era mais ansiedade de a conhecer.   
Até que se ouviu o mesmo barulho de uma chave na porta, era ele, chegara molhado, o que me indicava que lá fora estava a chover, parecia chateado, estava pálido como se fosse um vampiro!
Os meus pensamentos já estavam a ir longe demais, o meu pai nunca poderia ser um vampiro! Aliás a palavra “vampiro” era expressamente proibida!
  Ao jantar apenas a Mariana e a televisão falavam, ate que a Sílvia quebrou o silêncio irritante que havia entre nós os três:
- Onde é que estiveste aquele tempo todo?
O meu pai olhou para mim intensamente, como se nunca me tivesse visto na vida, e disse:
-falamos depois.
Comecei a confirmar as minhas desconfianças, OK ele esteve com a minha mãe.
Deixei a Sílvia sair para a varanda, como fizera quase sempre depois do jantar, e fui falar com o meu pai:
- Pai, este tempo todo que estiveste fora foi só para reflectir ou encontraste-te com alguém?
Ele ficou um pouco inseguro da sua resposta e disse
- Eu não estive com ninguém, o que é que estas a querer insinuar?
-Ok, não percebeste onde eu queria chegar! Eu só queria saber se estiveste com a minha mãe.
O meu pai não me respondeu, o que me levou a ter a certeza de minha teoria, e fechou-se no quarto como se fosse um adolescente perturbado
Fui deitar-me mas não consegui adormecer, pensei em ligar em ligar á Mafalda mas já era tarde, e não me restava mais nada a não ser dormir. Estava quase a cair num sono profundo quando ouvi um barulho lá fora, fui ver o que era, no meio da escuridão apenas vi uma substancia branca que parecia ser peluda, vesti o roupão e saí pela porta de imergência para chegar lá abaixo mais depressa.
Quando cheguei á rua apenas vi uma cauda, deduzi que fosse um gato ou um cão, tentei ir atrás dele, mas não consegui, animal corria muito depressa, a cada passo que dava parecia ter 5kg em cada pata. Senti que já tinha visto aquele animal antes, senti que já o conhecia.
Voltei para o quarto, quando olhei para o despertador e pareceu-me ter visto o reflexo de Edmundo, voltei-me mas não esta lá ninguém, nem mesmo Edmundo, voltei-me mas não estava lá ninguém, nem mesmo o Edmundo, devia ter sido apenas a minha imaginação, e a minha vontade de o ver, a pregar-me uma “partida”.
Adormeci, finalmente, mas tive um sonho, nele eu vi a imagem de um lindo lobo cinzento avermelhado com uns brilhantes olhos esverdeados que tentavam em chorar, parecia querer dizer-me algo, mas não disse, apenas vi um bebé dentro de um berço a quem o lobo deu um beijo e se despediu com uma carícia. Senti uns abanões, era o Luís, dizendo sempre a mesma coisa:
- “ Levanta-te já estamos atrasados, se quiseres que eu te leve tens de te despachar!”
De repente aquele cenário desmoronou-se e tive de me levantar.
Por isso gritei, furiosa de ele me ter acordado:
-Pai eu hoje não vou contigo, uma colega minha vem-me buscar.
Não o estava a ver, mas estava a imaginara sua cara de indignado, contei até 3, baixinho, antes de ele começar a explodir. Após a minha contagem começou a disparatar:
- Mas com quem é que vais? Sabes bem que eu não gosto que andes de mota.
- Eu vou com a Mafalda e nós não vamos de mota, vamos a pé.
O meu pai limitou-se a responder com um simples “Ok”. Levantei-me, abri a porta do guarda-roupa mas, como sempre, não sabia o que havia de vestir. Peguei numas calças, de ganga, justas e numa camisola preta, comprida.
Já vestida fui ver TV até que a campainha tocou. O Edmundo tinha chegado.
Sim tinha mentido ao meu pai, mas se ele não gosta que eu ande de mota, muito menos iria gostar de saber que eu tinha namorado, ainda por cima um vampiro.
Cheguei lá abaixo estava Edmundo encostado á porta de traseira do seu AUDI R8, preto metalizado.
Cheguei junto dele e deu-lhe um beijo, ele retribuiu e abriu-me a porta do carro, entrei e fomos para a escola.
Quando chegamos, foi como se o mundo tivesse parado, toda a gente parou o que estava a fazer para olhar na nossa direcção, senti-me um pouco incomodada, mas depois foi como se o cenário mudasse, como se eu pertencesse á realeza e todos me fizessem uma vénia.
O Edmundo comportava-se como se tudo aquilo fosse normal, como se já estivesse habituado.
Entramos na sala de aula e sentamo-nos na mesma mesa de sempre. Ao seu lado sentia-me segura, mas ao mesmo tempo tinha medo… Medo de o perder… Medo de poder ser um lobo e ter de me separar dele para sempre.
A porta da sala era translúcida, por isso um vulto por detrás daquela porta chamou-me a atenção, parecia ser a silhueta de uma rapariga.
Esse vulto bate á porta, o professor manda-o entrar e por detrás daquela porta saiu uma rapariga lindíssima, era loura, tinha uns lindos olhos dourados, era alta e parecia ter muita auto-confiança. Entrou na sala e apresentou-se dizendo:
-Olá a todos, eu sou a Adriana, mas tratem-me por DI, tenho 17 anos, tal como vocês, e tenho a certeza que me vão adorar!
Após ter feito a sua apresentação, esboçou um sorriso direccionado ao Edmundo – “Será que já se conhecem?”- pensei, Edmundo não deu resposta, limitou-se a ficar sério como se não tivesse sido um sorriso mas sim um insulto. A tal rapariga sentou-se mesmo na mesa ao nosso lado.
Ela tinha qualquer coisa de especial, qualquer coisa que me prendeu o olhar nela, tal como aconteceu com o Edmundo. Tinha acabado as aulas e como habitual Edmundo levou-me a casa dizendo que amanhã me iria levar a sua casa para conhecer a sua família.
O ambiente em minha casa estava muito pesado, por isso no fim de jantar fui sair com a Mafalda, fomos dar uma volta, não sabia-mos por onde ir, sugeri ir-mos pela floresta.
Estávamos a andar quando de repente vejo um vulto a passar demasiado depressa á nossa frente, fiquei assustada. A Mafalda disse para não me preocupar, mas o seu rosto indicava o contrário, nele conseguia ver medo e receio, vi novamente o vulto mas desta vez veio na nossa direcção era um homem com pele branca, cabelo preto e curto, seguido dele apareceu mais duas mulheres, uma delas de cabelo liso e comprido e para meu espanto a outra era a Adriana, a nova aluna da escola.
Ambos tinham olhos vermelhos, -“mas como é que a Adriana podia ter os olhos vermelhos se ela tinha uns olhos tão bonitos, tão brilhantes” – pensei, entretanto a Adriana disse:
-Encontramo-la Sam, é esta que namora com o vampiro bonzinho.
-Já temos jantar. Disse a mulher do cabelo liso.
- Calma Kristen, não vamos começar sem primeiro nos apresentarmos a nossa comida! – disse Sam dirigindo-se a mim:
-Olá eu sou o Sam e estas são a Adriana e a Kristen. Peço desculpa pela má educação das minhas irmãs. E como se chama a nossa futura refeição?
Hesitei um pouco antes de responder, mas fiz-me de forte e disse:
-Leah. O que querem de mim?
Sam não disse nada, apenas sorriu, mas Kristen disse:
- Queremos que o teu namoradinho sofra tal como nós sofremos quando ele matou o nosso irmão Trasse. – Adriana completou:
- Como sabemos que ele ta adora resolvemos matar-te, para ele saber a dor de perder uma pessoa que amamos.
Não respondi, engoli em seco e fechei os olhos.
Sam estava mais afastado, mas aproximou-se, pegou-me no queixo e disse:
-Humm! Cheiras mesmo bem!
Preparava-se para me morder quando a Mafalda correu na nossa direcção e transformou-se, no ar, num lindo lobo, Sam afastou-se, ela aterrou mesmo á minha frente, era um lobo enorme, talvez do tamanho de um cavalo.
Envolveram-se numa luta, era assustador, três vampiros contra um lobo, mas ao mesmo tempo sentia adrenalina. Mafalda apenas conseguiu apanhar Sam, Adriana e Kristen fugiram.
Sam ainda deu luta mas Mafalda matou-o, desmembrou-o e queimou o corpo.
Não sabia o que havia de fazer nem de dizer, mas ela, já na sua forma normal, disse:
-Não precisas de dizer nada, vou ligar ao teu pai a dizer que vais ficar em minha casa esta noite e assim poderei explicar-te melhor o que se passou aqui.
Acenei com a cabeça, dizendo que sim, que seria melhor. Ela afastou-se para telefonar, cheguei perto das cinzas, tinha um cheiro horrível a carne queimada.
Olhei para a escuridão de floresta e vi Edmundo a correr na minha direcção, chegou perto de mim e deu-me um forte abraço e um longo beijo, e disse desesperado:
- Como estás? Estás bem? Não te aconteceu nada? Eu devia ter vindo mais cedo, desculpa! A minha irmã Kelly já tinha previsto isto! Desculpa!
Eu retribui-lhe o beijo e disse:
-Eu estou bem, a Mafalda protegeu-me e não precisas de pedir desculpa, eu sei que tu vieste o mais rápido que pudeste. Eu vou dormir em casa da Mafalda vai lá buscar-me amanhã.
-Ok, mas tens a certeza que estás bem?
-Sim.
A Mafalda aproximou-se de nós, vi que Edmundo ficou incomodado, coçou o nariz e disse:
-Podias-me ter dito que andavas com um sanguessuga, é porque eles tem um cheiro horrível!
Edmundo soltou um sorriso sereno.
Mafalda também sorriu para ele, um sorriso cúmplice, não percebi muito bem o que aquilo queria dizer, queria perguntar á Mafalda mas já tinha tantas perguntas para lhe fazer que decidi não acrescentar mais nenhuma. Entretanto Edmundo disse:
- Tenho de ir, ficas bem?
-sim, vai descansado.
- Amanha vou buscar-te a casa da Mafalda. – Deu-me um beijo de despedida e desapareceu no meio da escuridão.
- Vamos também? – Disse a Mafalda.
Eu limitei-me a abanar a cabeça para cima e para baixo.
Fomos pela floresta, muito devagar, o que não me agradava, não gostava de andar devagar, mas também não o ia dizer á Mafalda.
Não sei bem porquê, mas o facto de ela ser um lobo tinha-me deixado mais chocada do ter ficado a saber que o Edmundo era um vampiro. Talvez fosse por a minha mãe também ser um lobo. Talvez sim, talvez não tantas incertezas e nenhuma resposta…
Finalmente tínhamos chegado a casa da Mafalda, fomos directas para o quarto.
-Espera um pouco, vou só dizer a minha mãe que estamos em casa – disse Mafalda dando-me um pijama para eu vestir.
Não sei bem como o meu pai me deixou vir assim sem mais nem menos, acho que ele tem muita confiança na Mafalda, para ele ela era a filha prefeita. Interrompendo-me os pensamentos, Mafalda bateu á porta:
-Posso entrar?
-Sim, entra – disse eu.
Ela entrou e sentou-se na cama, olhou para mim e disse:
-Então tens alguma pergunta acerca daquilo que viste? Vi na tua cara que estavas um pouco chocada.
- sim de facto estava um pouco, mas como te transformaste em lobo? Tens descendência de alguém?
- Eu, eu não sei bem… Eu não sei quem é a minha família, eu desde que soube que sou adoptada já nem me conheço a mim… - Disse Mafalda com um ar triste, mas continuou:
- Eu acho que sou descendente de uma família de lobos, não devo ter irmãos, por isso, com a vinda de novos vampiros para a cidade, devo-me ter transformado por necessidade.
-Ah! Acho que já entendi, então os descendentes só se transformam se for mesmo necessário.
-Pelo que eu sei… sim é isso.
-Como todas as outras criaturas míticas, tu deves ter poderes!
-Sim, tenho.
De repente senti uma alegria incontrolável:
-E qual é? – disse eu com um sorriso nos lábios, que nem eu sabia explicar o porquê daquela alegria.
- O meu poder é isso mesmo que estas a sentir! O meu poder é provocar sentimentos inesperados nas pessoas.
-Ah! Só mais uma pergunta, os lobos também dormem?
- Sim, porque é que perguntas?
-Por nada, é que já é tarde, então eu vou para o meu quarto para tu poderes dormir.
-Não! Fica com o meu quarto, eu vou para o quarto de hóspedes.
A noite tinha sido muito longa, por fim Edmundo tinha chegado a casa da Mafalda. Eu ainda estava a dormir, a Mafalda deu pela sua presença, desceu e foi abrir a porta. Tiveram uma longa conversa, eu desci e interrompi-os, Edmundo olhou para mim como se me tivesse conhecido naquele preciso momento.
-bom dia, podias ter dito que ele já cá estava! – disse eu com um ar um pouco ensonado.
-Estavas a dormir tão profundamente que eu não te queria incomodar! – Disse Mafalda.
-Eu vou vestir-me e já desço.
Enquanto subia as escadas pensava que teria de vestir a mesma roupa.
 -Escolhe uma roupa que gostes do meu armário – Gritou Mafalda quase como se adivinhasse o que eu estava a pensar.
Com a pressa de ir ter com Edmundo nem respondi, abri as portas do armário e a cor que predominava era roxo.
Escolhi umas calças roxas, uma camisola preta e o meu casaco.
Vesti-me muito depressa e desci novamente:
-vamos? – disse ansiosamente
-Nervosa? – Perguntou-me Edmundo com um tom brincalhão.
-Um pouco! – Respondi.
Despedimo-nos da Mafalda e entramos no carro, a viagem foi longa, a sua casa era meio de uma floresta, um pouco distante do sitio onde eu morava, era uma casa enorme, era branca, quadrada, tinha um designe moderno, ao lado tinha um peque riacho, tinha duas garagens com portões pretos, e um jardim na frente da casa.
-Uau! É tão linda a tua casa! – disse eu uma pouco admirada com toda aquela beleza .
-Vamos entrar? – disse Edmundo.
-Sim, vamos – disse aquele sim um pouco receosa, tinha medo que eles fossem antipáticos e anti-sociais. Sabia que a qualquer momento podia ser a refeição, mas queria correr esse risco na mesma.
A porta de entrada era castanha com duas grandes rectângulos feitos de vidros. Por detrás dessa porta estava uma maravilhosa sala decorada com mobília moderna. Os móveis eram pretos, os sofás brancos, ao canto da sala tinha um bar e em frente dos sofás tinha um móvel com um grande plasma. Sentado no sofá estava um rapaz com o cabelo castanho-escuro, quase preto, com olhos castanhos que quando nos viu levantou-se e sorriu.
-Olá eu sou o Emy. – Disse o rapaz que estava sentado no sofá.
- Olá eu sou a Leah – Disse eu com boa impressão acerca dele.
-Bem, vamos passar a divisão seguinte? – Perguntou Edmundo.
-Se quiseres eu posso fazer a visita guiada por ti! – Disse Emy para Edmundo.
-Não deixa estar não te incomodes – Disse Edmundo tentando não se exaltar.
Prosseguimos para a cozinha que, mais uma vez, estava equipada com mobília moderna, lá estava uma senhora loura, com olhos verdes e tinha um ar simpático.
Também lá estava um senhor de cabelo castanho, com uns lindos olhos azuis, parecia ser uma pessoa muito pacífica.
-Estes são os meus pais, Esmeralda e Robert.
-Olá Leah, estamos a preparar um almoço especial para ti, espero que gostes. – Disse Esmeralda com um ar doce e maternal.
-Olá Leah, é um prazer ter-te aqui em casa – Disse Robert com uma voz delicada e suave.
Fomos para a sala de jantar, era uma sala bonita, era simples , limitava-se a ter uma mesa, branca e rectangular, no meio, com oito cadeiras em volta da mesa. A sala estava vazia, mas depressa encheu, tinha chegado mais três membros da família.
-Estas são a kelly e a Penny e este é o Félix. – Disse Edmundo.
A Kelly tinha um ar simpático e extrovertido, ao contrário de Penny.
A Penny era do género de vampiro, do qual eu tanto receava. Ela parecia ser antipática e fria.
O Félix tinha um ar de assustado, ou eu muito me enganava ou então ele era recém-nascido. Os seus olhos ainda eram meio avermelhados e o seu ar assustado na presença de humanos, denunciava-o.
A família estava apresentada.
Todos foram muito simpáticos comigo, menos uma, a kelly. Não percebia muto bem o porque de ela ser assim, sentia que dentro daquela família havia uma grande descriminação por ela, sentia que toda a gente achava que ela se comportava como uma criança, como se ela fizesse todas aquelas coisa apenas para chamar a atenção.
Isso era completamente mentira, ninguém faz “disparates” apenas para chamar a atenção! Ela pode ter tido problemas no passado, pode não ter escolhido se ser vampira era mesmo o que ela queria.
Mas mais uma vez não tinha a certeza de nada. Podia perguntar a Edmundo, mas assim parecia que queria saber de mais, iria deixar que o tempo respondesse a essas perguntas. Tinha chegado a hora de ir embora.
Edmundo foi calado toda a viagem, parecia estar perdido nos seus pensamentos. Não me atrevi a iniciar uma conversa. Vi que o seu olhar transmita preocupação.
Quando olhei pela janela vi que estava em casa, despedi-me do Edmundo e entrei pela porta principal do prédio onde morava. Subi as escadas, entrei em casa, cumprimentei  toda a gente


2 comentários:

  1. e para tudo! agr que a Mafiii entrou na hisótia isto fica com mais acção loool
    ta brutal!
    bjinhi

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  2. e vê lá se n te esqueces de ir cumentar a minha! =D

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