Numa tarde sóbria e fria de inverno, numa sala escura e vazia, estava eu só eu e os meus pensamentos, que vagueavam por aquele espaço vazio mas ao mesmo tempo cheio de tristeza, de mágoas e de rancor, que só uma pessoa sem sentimentos é que não notava.
Essa tarde tinha marcado uma grande reviravolta na minha vida, tinha-me mudado para um pequeno apartamento branco com muitas janelas pequenas viradas para o longínquo horizonte. Dirigi-me a grande varanda da casa que tinha uma paisagem deslumbrante para uma pequena, mas maravilhosa, cascata. Essa paisagem, que como por magia falava na minha mente, fez-me mergulhar novamente num imenso mar de pensamentos mas desta vez ouvi uma voz de tom grave e forte a chamar por mim, era o Luís, meu pai, que me perguntava:
- Então gostas da nova casa?
Insegura da minha resposta e com muita tristeza no olhar, mas tentando ser convincente, disse:
- Sim pai, gosto, tem uma paisagem maravilhosa!
O meu pai notou que eu estava um pouco triste e insistiu várias vezes o que se passava, mas eu tentava em dizer que estava tudo bem enquanto tomava conta da minha pequena irmã, Mariana.
Anoiteceu, estava eu no meu quarto a ler um livro cujo nome era “Eclipse”, uma história fascinante e cativante de duas pessoas completamente diferentes, Edward- um vampiro e Bella- um sere humano comum como todos os outros. Estava concentrada e entregue de corpo e alma ao livro até que ouço a mesma voz de a pouco:
- Vai deitar-te que amanhã vamos tratar dos papéis de transferência para a tua nova escola.
Disse o meu pai com um ar de ensonado. Eu limitei-me a ficar calada, como uma criança quando os pais lhe ralham, e fui obrigada a arrancar o livro e a sua história da minha mente, fui dormir com esperança que na manhã seguinte tudo mudaria.
Amanheceu, enquanto tomava o pequeno-almoço, imaginava como seria a nova escola.
Saímos de casa e descemos as escadas de pedra mármore com um corrimão brilhante e castanho em que ao passar a mão ela escorregava.
A viagem no carro foi silenciosa, como se não estivesse lá ninguém. Quando cheguei a escola os meus olhos depararam-se com um edifício maravilhoso cheio de cor e transbordava de alegria.
As paredes eram cor-de-rosa e roxas e cá fora o jardim cheio de flores e a relva tão verde quanto as folhas das árvores do verão.
Entrei dentro desse espantoso edifício e a única coisa que se via era sorrisos estampados na cara dos funcionários e professores.
Por fim chegou a altura do meu pai me deixar sozinha naquele mundo desconhecido e repleto de mistérios e curiosidades por descobrir.
Sentada a um canto no interior do bar da escola, estava uma rapariga de estatura média, loura, com olhos claros e com um ar de pensativa. Á medida que o tempo ia passando a minha curiosidade ia aumentando e a vontade de a conhecer crescia dentro de mim como se fosse uma planta regada pela chuva e iluminada pela luz do sol. Ate que um dia a vi chorar, ganhei coragem e fui ter com ela, o seu olhar transmitia tristeza e da sua boca saíam palavras escuras e repletas de contínuos desabafos. Estivemos horas a fio, depois da escola, a falara como se nos conhecesse-mos á oito anos, terminada a conversa descobri que a vida de Mafalda não era fácil. Ela vivia rodeada de incógnitas e cenários por descobrir.
ADORO! a tua história é linda!
ResponderExcluireu kero maisss! =)
beijinho
Adorei a historia!!
ResponderExcluirE tbm kero mais !!
Bijinhos xD